A formalização como estratégia de desenvolvimento para o setor de eventos

A formalização como estratégia de desenvolvimento para o setor de eventos

por | ago 26, 2025 | Blog

Crédito da imagem: Freepik

Diversos estudos realizados recentemente em nível global elevam o Brasil ao patamar de uma das nações mais empreendedoras do mundo. E os números são realmente significativos. No ano passado, a taxa de empreendedorismo no país atingiu o maior patamar dos últimos quatro anos. Conforme dados do Monitor Global de Empreendedorismo, atualmente existem 47 milhões de brasileiros envolvidos diretamente com um negócio.

No setor de eventos essa realidade se repete. De acordo com os números divulgados pela ABRAPE – Associação Brasileira de Promotores de Eventos, a previsão é que o consumo no segmento, em 2025, supere R$ 141 bilhões. O número de empresas que atuam no nicho também deve crescer. A expectativa da associação é que o ano termine com mais de 836 mil empresas atuando no país, uma expansão de 1,9% no comparativo com o ano passado.

Se o investimento das empresas nas ações especiais e a grande demanda do público por experiências de valor se caracterizam como vetores estratégicos de impulsionamento do setor, um tema importante precisa ser debatido para ampliar ainda mais os resultados: a necessidade da formalização das empresas do setor.

Benefícios significativos

O aspecto principal da importância da formalização das empresas do setor é a série de benefícios significativos que podem ser agregados na gestão dos negócios. Da segurança jurídica à ampliação das oportunidades de crédito e financiamento, a prática pode ampliar os resultados das empresas que compõe toda a cadeia do segmento. Mas, primeiramente, é necessário compreender de forma objetiva como acontece a formalização.

A formalização empresarial está diretamente ligada ao atendimento das obrigações legais para que as organizações possam atuar conforme a legislação e respeitar todos os procedimentos que envolvem sua área. Da obtenção do número do CNPJ ao atendimento da legislação ambiental, é fundamental estar em dia com todas as demandas para efetuar as atividades de forma tranquila e segura.

Dentro da legislação brasileira, há vários modelos de negócios que podem ser adotados por profissionais e empresas para atuarem no setor como, por exemplo, as sociedades limitadas (LTDA), as sociedades anônimas (S/A) e até mesmo o Microempreendedor Individual (MEI). Vale ressaltar que cada um dos formatos possui suas particularidade e singularidades e têm como objetivo atender demandas específicas de atividades.

Atuação coletiva

Outro ponto de enorme destaque no que tange o processo de formalização das empresas do setor de eventos é a possiblidade da participação em associações e entidades de classe. Com o objetivo principal de defender os interesses coletivos dos profissionais e das empresas do setor, essas organizações trabalham para criar e aperfeiçoar as políticas públicas e valorizar ainda mais os profissionais por meio de eventos de capacitação e outros benefícios exclusivos.

Fundada no ano de 1984, a ADVB/SC é uma referência na atuação coletiva a favor das empresas do setor de eventos. Tendo como missão fomentar, desenvolver e reconhecer as práticas do marketing e vendas por meio de ações que gerem relacionamentos, a associação se consolidou nas últimas três décadas como uma parceria estratégica dos profissionais e empresas do setor.

Em minha atuação como Vice-Presidência de Eventos da entidade, tenho a oportunidade de me conectar com empresas, profissionais e empreendedores e, de forma coletiva, debater e encontrar encaminhamentos e soluções para situações que impactam o exercício das atividades.

A ampliação da representatividade por meio da construção de uma voz coletiva englobando as diferentes atividades que compõe o hub do setor, a disponibilização benefícios como planos de saúde, a promoção de um networking assertivo e eficiente ampliando as parceiras e a possiblidade de se manifestar e expressar as principais dificuldades do setor estão entre as vantagens que as entidades de classe oferecem para empresas e profissionais formalizados.

Muito além da burocracia

Se a formalização pode ser encarada por seu viés burocrático, a atividade precisa ser compreendida em toda a sua potencialidade. A possibilidade de fortalecer a segurança jurídica das ações por meio de contratos que garantam a segurança dos clientes e fornecedores e, principalmente, que atendam às exigências são pré-requisitos fundamentais para ações de sucesso. Da locação do espaço até a consolidação de patrocínios, para todas as etapas da produção de um evento é necessário contar com fornecedores habilitados e, acima de tudo, com contratos que reconheçam responsabilidades e forneçam segurança aos evolvidos.

E por falar sem segurança, a formalização ainda possibilita que as obrigações trabalhistas e previdenciárias sejam devidamente atendidas, evitando penalidades administrativas ou processos judiciais.

A união entre a habilidade e a capacidade

Para empresas e profissionais que têm a habilidade necessária para executar ações e eventos de forma eficiente, a formalização deve ser analisada como uma forma de comprovar essa capacidade de realização. Em uma época na qual o cliente é, verdadeiramente, o protagonista das relações de consumo, nada melhor do que atender as demandas com toda a segurança e a formalidade que um relacionamento baseado na confiança exige.

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